Juramento do Astrólogo

 

Agora que presumo poder escutar, entender e traduzir o Cosmos, permita o Criador
que eu seja digno desse dom que me foi dado.

Pois se posso hoje ousar traduzir a mensagem das estrelas é por que me foi permitido,
e não por meu desejo humano.

Sei que fui convocado pelo Cosmos e não o contrário.

Agora que isso posso, devo curvar-me perante a grandeza do Universo, pois ele é maior e mais maravilhoso do que se pode imaginar.

Agora que converso diariamente com os céus, instruirei e formarei minha mente
conforme a imagem da divindade.

Aprenderei todos os ornamentos da virtude e serei suficientente instruído nisto.

Somente usarei o nome da arte se souber seu sentido e finalidade.

Serei humano, cortês e afável com todos, sem distinção, e acima de tudo de fácil acesso,
não recusando alento ou aconselhamento.

Serei discreto e respeitarei ao outro como respeito a mim mesmo.

Não afligirei os infelizes com o terror de um julgamento rude, e mais ainda, não julgarei ,
pois não me é permitido. Somente o Criador pode.

Peço ao Grande Criador do Universo que faça recair sobre mim meus julgamentos se eu
for soberbo em minhas funções e usar da arte para fins condenáveis.

Serei polido, sóbrio e não cobiçarei um estado por ter esse dom oferecido e facilmente retirado.

Não deixarei que a riqueza terrena me faça proferir um julgamento errôneo ou desonrar a
arte e ao Criador.

Curvo-me ao Cosmo, pois aprendi respeitá-lo neste tempo de aprendizado que se perpetuará
por toda a eternidade.

Curvo-me ao Criador, pois me deu esta graça.

Curvo-me à Humanidade, pois a ela servirei sempre que for chamado.

Que assim seja , pois sempre foi e sempre será enquanto os tempos forem tempos.

 

São Paulo, 12 de dezembro de 2008 - 23h33 (hora de verão)

Ass.: Sonia Beth

GAIA - Escola de Astrologia